sábado, 25 de fevereiro de 2017

O Orgasmo


Bendito orgasmo. A nossa vida é determinada por ele: o orgasmo que nos colocou aqui, pobres bípedes; o orgasmo adolescente que marcou a nossa vida madura; o orgasmo adulto que consumou a nossa paixão; o orgasmo que manteve o nosso namoro; o orgasmo que moldou o essencial da graça, e uma fatia da personalidade, dos nossos filhos; o orgasmo que nos terminou com o casamento (este texto é como o prazer: existe um pano de fundo moral, mas não há moralismos). Aquele orgasmo mais pujante que nos interrompeu de vez o coração (se os franceses chamam la petit mort à melancolia após o orgasmo, nós poderíamos chamar bela morte a um clímax fatal).

Pois é: o orgasmo. Andamos todos aqui por causa dele. Com a exceção de um pequeno acontecimento – morrer – e de um grande acontecimento – nascer –, o orgasmo é o momento mais importante da existência humana. Resultado: todas as atividades criativas, ancestrais ou modernas, deveriam refletir essa importância. Mas isso não acontece. Porquê? Antes de mais, porque o poder instituído – todo o poder, do militar ao eclesiástico – tem um medo louco dos orgasmos.

À partida, esse medo não faz grande sentido. Enquanto estamos distraídos com os nossos orgasmos, está cientificamente provado que não pensamos em mais nada (durante o sexo e, sobretudo, em pleno clímax, a zona do cérebro responsável pelo planeamento e pela memória entra de férias). Ora, essa desmiolada fruição deveria fazer as delícias do poder – como a história nos mostra, a ausência de pensamento individual é a primeira condição para o exercício do poder absoluto. Em 1984, de George Orwell, a mais célebre das distopias totalitárias, escrita na desilusão do início da Guerra Fria, todos os cidadãos estão submetidos ao controlo de um superestado, Oceania, cujo Ministério do Amor se dedica à tortura e à lavagem cerebral. A certa altura, o protagonista, Winston Smith, apaixona-se por Julia, fervorosa adepta da Liga Anti-Sexo que, na realidade, odeia tanto Oceania e a temível Polícia do Pensamento como Winston. A desgraça de Winston e Julia surge quando não resistem a fazer amor – não resistem ao orgasmo, e quem os pode censurar? – num quarto alugado por cima de uma loja de antiguidades, ignorando que o quarto pertence a um membro da Polícia do Pensamento. Porém, mesmo após quebrarem nos interrogatórios do Ministério do Amor, Julia e Winston sabem – e essa é uma das mensagens de Orwell – que nunca foram tão livres, e tão autónomos da multidão, como quando se entregaram um ao outro. O amor – e o orgasmo que consagra esse amor – é uma expressão maior da individualidade, a máxima fuga ao poder coletivo. Não admira que os estados – religiosos e laicos – tenham passado boa parte do seu tempo a tentar controlar ou a ocultar os nossos orgasmos.

Nem sempre foi assim. Paradoxalmente, ao contrário do que o livre arbítrio amoroso, a multitude de expressões sexuais, o fácil acesso à pornografia, a liberalização de costumes e o alegre deboche da vida contemporânea podem deixar entender, estamos hoje muito mais distantes do culto do orgasmo do que no período fundacional da humanidade. Mas existe um elo comum aos dez mil anos de história humana, a ocidente e a oriente: todas as grandes iniciativas éticas, religiosas, culturais e artísticas da civilização pressupõem uma tentativa de reprimir ou de exaltar o orgasmo. Se o sexo sempre esteve em todo o lado, a vontade de o ocultar não esteve menos presente.

No início era um regabofe. De Lascaux, no Sudoeste francês, às grutas indianas de Madhya Pradesh, não havendo tantas pinturas rupestres de entusiasmadas cópulas como as há de caça à gazela ou ao bisonte – a fome de sobrevivência era um bocadinho superior à fome de sexo –, existem em número de sobra para atestar a extasiada sapiência do Homo sapiens. As numerosas esculturas de Vénus, essa espécie de indústria pornográfica avant la lettre, descobertas nas montanhas e cavernas do Mesozoico e do Paleolítico, reproduzem mulheres de ancas enormes e seios anormalmente grandes, símbolos de fertilidade tão importantes como os falos gigantescos, comuns a culturas como a etrusca, a egípcia ou a romana, ubíquos do Japão ancestral à primitiva Escandinávia.

Logo que a pintura se refinou, surgiram os relatos suculentos, glorificando o êxtase. O Papiro Erótico de Turim, originário da dinastia egípcia de Ramsés, entre os séculos xiii e xii a.C., é um bom exemplo de transgressão, expondo um respeitabilíssimo bacanal. Os gregos, entre a criação do teatro, da prosa, da filosofia e da República, pelavam-se por um orgasmo de qualidade, sobretudo entre pessoas do mesmo sexo – se a pederastia prevalecesse, tanto melhor, e até a própria palavra vem do grego, orgasmos (literalmente, «o inchaço do órgão»). O homoerotismo saltitava a par da menoridade da mulher e dos escravos, mas sempre sobrava espaço para o lesbianismo, como atesta o sugestivo Hino a Afrodite, da poetisa Safo. No entanto, os limites eram claros: o incesto, talvez a mais importante senha de organização social da história (o facto de as dinastias centenárias e milenares, pelo terror de perderem o controlo do seu destino, serem ougadas por consanguinidade, é uma exceção que apenas confirma a regra), é o tema da peça matriz do Ocidente, Édipo Rei de Sófocles. Nela, o protagonista, sem o saber, desposa a mãe, Jocasta, e mata o pai, Laio. Ao descobrir a caldeirada em que, inadvertidamente, se meteu, Édipo fura os olhos, enquanto Jocasta se mata. Uma verdadeira tragédia grega.

Édipo Rei é importante porque traça as fronteiras do orgasmo: alegre cópula com vizinhos, vizinhas, menores, maiores, generais e prosadores, meretrizes do templo ou prostitutos de rua? À vontade do freguês. Mas nunca desejem um filho, ou a mamã. O orgasmo perde, formalmente, o seu direito à absoluta liberdade.
Porém, não perderá o lugar ao centro da cultura ocidental. A Odisseia, de Homero, não é mais do que a história do adiamento de um orgasmo: Penélope espera, espera, espera por Ulisses, mas sairá recompensada com a noite de uma vida. E a mais importante guerra da Antiguidade, a batalha de Troia, é um hino ao entusiasmo da gulodice: Páris, filho do rei grego Príamo, conhece Helena, a mulher de Menelau, rei de Esparta, num banquete. Vê-se grego para a conquistar, mas, sedento de desejo, acabará por raptá-la, levando a um conflito de proporções lendárias.

O apetite do orgasmo pode arrasar com civilizações. Não foi suficiente para liquidar o Império Romano – o laxismo dos governantes, o cansaço das instituições e a corrupção generalizada ajudaram à festa –, mas a vilanagem sexual, enquanto durou, foi inesquecível. As cidades de Pompeia e Herculano estão saturadas de vasos e de murais com rapaziada crescida a brincar com os apetites dos miúdos, e há ménages a trois nas paredes de veneráveis saunas e prostíbulos. Machões empedernidos apenas na aparência (o «amor grego» entre homens adquiriu estatuto de prestígio nos romanos, desde que praticado com profissionais da matéria), os cidadãos de Roma permitiram que as mulheres respirassem um pouco mais na sua emancipação. Ovídio, esse sensualista, escreveu a sua Ars Amatoria, êxito na tabela de vendas do século i, incentivando as senhoras à masturbação («sozinhas, sem a sua ajuda, as palavras virão em tropel e, no leito, a mão esquerda não ficará parada; os dedos encontrarão o que fazer do lado onde misteriosamente o amor mergulha os seus traços»). Aconselhou-as também a fingirem o orgasmo para conquistar os amantes, um conselho perfeitamente atual, e, aos homens, sugeriu-lhes que exagerassem nos piropos às mulheres (idem aspas).

Mas eis que surge, quando todos andavam bastante entretidos, o inimigo figadal do orgasmo: o cristianismo. O Antigo Testamento já simulara fugir do sexo, em invulgar hipocrisia, como o Diabo da cruz: estamos a falar de um livro que venera Abraão, filho de Noé, que foi pai do oitavo filho, Isaac, aos 100 anos, quatro milénios antes dos ginásios e do Viagra; que coloca o rei David a encontrar a plenitude sexual ao lado do companheiro Jonathan; e onde, num excerto do Cântico de Salomão, se exclama «O meu amor introduziu a sua mão no buraco, e o meu interior gemeu por ele» (capítulo V, versículo IV).

Quanto ao judaísmo, encarregou-se de catapultar os sentimentos de culpa associados ao amor carnal para níveis estratosféricos. Com o estrondoso sucesso do cristianismo, surgirá uma fundamental mudança de mentalidades, rumo à compaixão, à solidariedade, ao amor pelo próximo. Mas deflagra também o maior ataque ao prazer do corpo que a história jamais conhecera. Irrompe a Idade Média, e o orgasmo torna-se a besta escondida na longa noite dos tempos.

No século v, Santo Agostinho irá encarregar-se, quase sozinho, de elaborar a infame teoria do pecado original, substituindo o hedonismo das trincadinhas de amor pelo inferno a que estamos condenados desde a trincadela na maçã de Adão e Eva. Por portas travessas, Umberto Eco, graças ao popularíssimo romance O Nome da Rosa, explicou bem o que se passaria em seguida. No livro, William de Baskerville, monge franciscano, descobre que, por trás de uma série de homicídios numa abadia italiana do século xiv, se esconde a vontade férrea de ocultar um conjunto de obras apócrifas, atribuídas a Aristóteles, onde o riso é exaltado. Não há melhor metáfora para o orgasmo: se os conventos e as abadias da Europa medieval se converteram em responsáveis maiores pela preservação das grandes obras literárias da Antiguidade, essas mesmas obras foram cuidadosamente resguardadas do povo, entidade selvagem e primitiva, dada à insensatez da carne. Porquê, então, o riso em O Nome da Rosa? Porque o riso é alegria, insurreição, individualismo. Liberdade. O mesmo acontece com o orgasmo. O orgasmo é poder. Poder de criar, de decidir, de escolher, de negar. De viver fora da estrita ordem estabelecida. E nada aterroriza mais do que o livre-arbítrio.

A literatura e a pintura medievais ocultam o orgasmo como quem coloca um pano sombrio para encobrir o indescritível, o que não se pode nomear. A simples nudez demorará séculos a reaparecer. Fá-lo timidamente com os primeiros «Adão e Eva», ou através do corpo despojado de Cristo.

Mesmo na explosão do Renascimento, o orgasmo espreita ao fundo. A mais bela nudez feminina surge ainda sacralizada, agora através dos deuses gregos e romanos, como em O Nascimento de Vénus, de Botticelli. Mas, ao menos, há curvas, ventre. Sorrisos. E a concha gigante da tela, seguindo as sugestões clássicas, é a inegável representação de uma vagina. Era preciso começar por algum lado.

Apenas 54 anos depois, em 1538, Ticiano pinta a sua Vénus de Urbino: o paganismo converte-se em realidade, o divino em carne; as coxas são coxas; os seios destapam-se. Botticelli ainda pusera o braço a tapar as maminhas da sua deusa e os dedos da mão esquerda (a mão errada, diabólica) da Vénus tocam a púbis, insinuando-se junto ao clítoris. La Fomarina, de Rafael, oferece-se ao coito, Caravaggio inaugura a estética sado-maso – há mais cordas a apertar corpos nus na pintura do génio milanês do que na fotografia pornográfica de Nobuyoshi Araki, 500 anos depois – e reinaugura um ardente e desesperado homoerotismo. Michelangelo sublima os prazeres do orgasmo homossexual em Centauromaquia, aprimora os músculos e o pénis – pequeno, como manda a tradição helénica – do seu David, cinzelando um oferecido e efeminado Escravo Moribundo. O orgasmo, em todas as suas variações sexuais, está de volta.

Hoje, é surpreendente o pouco que se conhece sobre o orgasmo, sobretudo na versão feminina. A ejaculação das mulheres continua a ser um pequeno tabu. Há várias teorias quanto à localização do ponto G, presumível nirvana do êxtase nas mulheres. Não há avaliação científica definitiva quanto ao orgasmo vaginal, e a maioria dos investigadores tende a considerar que este é uma variação indireta do orgasmo clitoriano, resultado da pressão das paredes musculares superiores e anteriores da vagina que possuem ligações nervosas ao clítoris. Ignora-se, aliás, se existem, ou existiram, vantagens evolutivas no clítoris (desconfia-se que não, que será como os mamilos masculinos, sem função darwinista que se veja). E, convenhamos, quantos homens têm um conhecimento extenso e profundo da prodigiosa «pequena colina»? Sabe-se apenas que o orgasmo é a mais singular, extraordinária e definitiva sensação de euforia.

Continuamos, claro, aterrorizados com o seu poder diferenciador, a sua liberdade, a sua força no triunfo dos sentidos face à ordem pública. Os séculos xvi a xix bem nos tentam ajudar. Júpiter e Io, de Correggio, mostra uma ninfa bem nutrida a deleitar-se com um espesso nevoeiro cinzento, de mãos gigantescas agarrando-lhe o dorso e a cintura, como quem diz «possui-me». Pieter Paul Rubens, da escola flamenga, pintou os esplendores da carne, abundante, despojada, menos erótica do que sexual, pronta para a paródia hedonista, contrariando os horrores da guerra e os preconceitos do Estado.

Goya, outro génio, agora espanhol, pintou entre 1790 e 1800 La Maja Desnuda. É uma mulher bonita, disponível, confiante, a olhar para nós, provavelmente inspirada na duquesa de Alba ou em Pepita Tudó, princesa de Bassano e duquesa de Alcudia, amante de quem encomendou o quadro, Manuel Godoy, antigo primeiro-ministro de Carlos IV. Como se atrevera Goya a pintar uma mulher assim, altiva, pronta a receber prazer, pronta a concedê-lo, fora das referências clássicas, da caução helénica, do enquadramento religioso? Claro que a Inquisição proibiu a exposição da tela.
Cerca de seis décadas depois, Édouard Manet, um dos papás do impressionismo, foi ainda mais longe: Olympia, descendente direta da Vénus de Urbino e da Maya Desnuda, retrata agora uma prostituta parisiense, a olhar de novo para nós, ávidos pecadores, orquídea no cabelo – as conotações sexuais da orquídea são tão remotas como a história do orgasmo –, um gato preto a agitar-se na cama (é a felina animalidade do sexo) e um ramo de flores tombado sobre os lençóis, oferta comum após os serviços prestados ao cliente. Claro que a tela demorou dois anos até obter autorização para ser vista, e apenas o conseguiu sob grande escândalo. Nem mais um ano passou para que fosse dada a machadada final nas tentativas de encobrir as delícias do orgasmo: com L’Origine du Monde, Gustave Courbet, um impenitente realista, oferecia ao espetador, agente policial ou juiz escandalizado, uma vagina em plano frontal, sem rosto que lhe identificasse a posse, de exuberantes pelos púbicos. Claro que foi religiosamente ocultada, e apenas em 1995 se tornou parte da exposição permanente do Musée d’Orsay, em Paris. A ousadia de Courbet é tão atual que, em fevereiro de 2009, um grupo de agentes da PSP de Braga apreendeu as cópias de Pornocracia, da cineasta e escritora francesa Catherine Breillat, à venda numa feira local, porque o livro exibia na capa uma reprodução de L’Origine du Monde. A PSP bracarense alegou «iminência de confrontos físicos» para justificar o confisco das cópias do livro.

Sendo a história de uma cíclica teimosia, o medo do sexo – e o pânico do orgasmo – regressou em força por meados do século xix. O romantismo gótico, e os seus suores frios e paninhos quentes, atiçaram o temor. Em O Monte dos Vendavais, de Emily Bronte, Catherine e Heathcliff levam o tormento do amor além-tumba, com os fantasmas da necrofilia a tomarem parte na relação, como se o orgasmo fosse punido por mil castigos caso consumado na vida terrena. Já à entrada do século xx, o irlandês Bram Stoker escreve uma exemplar e aterradora parábola sobre os riscos do orgasmo: o conde Drácula, visitado por um agente imobiliário vitoriano, Jonathan Harker, toma conhecimento da noiva deste, a jovem percetora Wilhemina «Mina» Murray; apaixonando-se por Mina, o conde, imortal desde que começou a sugar o sangue de jovens virgens, acabará por morder – leia-se penetrar – a virgem Mina, não sem antes fazer gato-sapato da melhor amiga desta, Lucy Westenra. Drácula é um conto de advertência sobre os horrores do amor carnal – as doenças venéreas, como a sífilis, proliferavam à época, e podiam matar. Trata-se o sexo como uma doença infetocontagiosa. A cama como arena profana. E o orgasmo como antecâmara da morte.

Cem anos depois, o que mudou? É verdade que o orgasmo se tornou moeda corrente. Está à distância de um clique no rato, de um toque de telemóvel, de uma instrução no comando. E de um instante de consensual felicidade. Mas os governos de todo o mundo continuam a legislar sobre o que se passa debaixo dos nossos lençóis – ou em cima da nossa mesa de cozinha – mutilando o corpo e o prazer de crianças e adolescentes (a excisão genital feminina), condenando mulheres à morte por apedrejamento em caso de infidelidade, impedindo uniões de facto e casamentos entre casais do mesmo sexo, continuando a regular parte da sexualidade dos maiores de 16 anos, levando presidentes até ao limite do impeachment por ejacularem em vestidos baratos. Se o vestido de Monica Lewinsky fosse Gucci ou Dior, sempre daria mais classe à ocorrência (e também não terá ajudado que o dito governante mentisse sobre o assunto). E transformando Miley Cirus, uma miúda com excesso de dentição e défice de autoestima, numa sex symbol de quarenta quilos agarrada a uma bola de demolir prédios.

Pedrada por pedrada, têm a certeza de que não querem regressar ao Paleolítico?
PONTO G:

MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA ELES E PARA ELAS
Primeiro as más notícias: não há certezas quanto à localização exata do ponto G (para muitos cientistas e sexólogos, nem sequer existirá). Mas é muito possível que esteja situado na parede superior e anterior da vagina, uns sete ou oito centímetros após os lábios vaginais serem superados com talento e engenho. Agora a boa notícia: as mulheres são quase perfeitas máquinas biológicas de prazer, providas de uma extraordinária sensibilidade no clítoris – oito mil terminações nervosas – e vocação para ter orgasmos com o toque e a estimulação dos mamilos, dos lóbulos da orelha, das mãos e dos pés (é espantosa a percentagem de senhoras que surge nos estudos médicos sérios como excitada até ao clímax através da manipulação dos pés). Não existindo qualquer ponto G nos homens – para o melhor e para o pior, os homens são peritos no ponto S, de «sempre» –, há provas conclusivas de que o orgasmo masculino pode ser – ainda mais – facilitado pelo estímulo da próstata, atingível através da penetração no ânus de um ou dois dedos da parceira ou parceiro… Instruções no orgasmo? Uma: não existem instruções.

SEU ANIMAL!
Se pensa que a espécie humana é infinitamente criativa no que toca às artes do sexo e do orgasmo, é porque desconhece a maluquice erótica do mundo natural, bem como as proporções dos seus feitos (e feitios).

AS BALEIAS-AZUIS macho, por exemplo, apaixonam-se com um coração de 600 quilos – é muito amor – e praticam essa paixão com um pénis que pode chegar aos 2,5 metros de comprimento. Em repouso.

A DROSOPHILA BIFURCA é uma mosca da fruta cujas células de esperma, se desenroladas como um tapete, atingiriam 5 cm de comprimento, vinte vezes superior ao seu tamanho e mil vezes mais do que o esperma humano.

A FÊMEA DO PERCEVEJO não tem abertura sexual. Os machos usam o pénis curvo para perfurar uma vagina na fêmea.

OS RECORDISTAS DO MUNDO em dimensão de testículos são umas esperanças chamadas Platycleis affinis, um tipo de cigarras cujos testículos correspondem a 14% do peso total (é o mesmo que um rapaz de 70 quilos arrastar 10 quilos de saco escrotal nos jeans).

DESCOBRIU-SE RECENTEMENTE que os morcegos-da-fruta são loucos por sexo oral.

OS PEIXES-PORCO não nascem machos, o que obriga as fêmeas com mais pelo na venta a mudar de sexo, formando depois uma espécie de harém (o processo chama-se protoginia).

OS MELHORES NO CINEMA
MEG RYAN EM UM AMOR INEVITÁVEL [1989]
Quando Sally (Meg Ryan) demonstra a Harry (Billy Cristal) no Katz’ Deli de Manhattan como é fácil a uma mulher – qualquer mulher – simular um orgasmo, a senhora da mesa do lado pede à empregada: “Dê-me o que ela pediu, por favor.”

MICHAEL DOUGLAS E SHARON STONE EM INSTINTO FATAL [1992]
No rescaldo da primeira vez em que o detetive Nick Curran (Douglas) faz – furioso – sexo com a psicopata que persegue, Catherine Tramell (Stone), sai da cama confiante para anunciar, em másculo orgulho: “Foi a queca do século.”

JANE FONDA EM BARBARELLA [1968]
Quando Barbarella (Fonda) é aprisionada pelo vilão sedutor Durand Durand (deu origem ao nome da banda neorromântica Duran Duran) na Máquina do Excesso – que não é menos do que o maior vibrador do universo e é suposto fazê-la morrer de prazer –, a heroína espacial rebenta com o engenho.

CARY GRANT E GRACE KELLY EM LADRÃO DE CASACA [1955]
Após vários jogos de subentendidos – que inclui um piquenique em que Frances Stevens (Kelly), uma turista norte-americana na Côte D’Azur, pergunta ao ladrão reformado John Robie (Grant) se este prefere o “peito” ou a “perna” do frango da refeição –, John acaba a beijar Frances no sofá da suite desta, enquanto explode o maior fogo de artifício de que há memória em Nice (são as metáforas do orgasmo).

AUDREY TAUTOU E OS PARISIENSES EM
O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN [2001]
De imaginação transbordante, Amélie (Audrey Tautou) decide, certo dia, debruçar-se na varanda do seu minúsculo apartamento e imaginar quantos orgasmos estarão nesse momento a decorrer em simultâneo na Cidade-Luz. A montagem é elucidativa: quinze.

Noticia retirada daqui

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Loucos de Ciúmes


Há quem diga que o ciúme mantém aceso o fogo do casal. Outros garantem ser uma doença que mina o amor. Mas, afinal, os homens sentem o ciúme de forma diferente das mulheres? E como é que isso mina a relação de um casal? Ou será que ajuda a apimentá-la? O que parece certo é que eles sofrem mais com a suspeita da infidelidade sexual, enquanto elas detestam pensar que eles podem amar outras.

Um estudo realizado pela investigadora Ana Maria Fernandez na Universidade de Santiago do Chile trouxe novos dados sobre as diferenças na manifestação do ciúme entre homens e mulheres: ainda que uns e outros experimentem ambos os tipos de ciúme, eles tendem a sofrer mais por ciúme sexual, enquanto elas sofrem sobretudo de ciúme emocional.

«Descobrimos que os parâmetros fisiológicos dos homens estão mais voltados para a agressão, com o aumento do batimento cardíaco e da taxa de respiração. Já com as mulheres, os dados foram mais complexos e mais semelhantes às reações de dor, tristeza e insatisfação pessoal», diz a especialista chilena, adiantando uma explicação simples para um fenómeno imbricado: desde tempos ancestrais que os homens receavam ajudar a criar um filho que podia não ser seu, ao passo que as mulheres temiam perder o vínculo emocional que deixaria a família desprovida dos cuidados paternos.
Fernandez serviu-se de excertos do filme Closer (Perto Demais, 2004), em que dois casais se desmoronam quando se envolvem entre si, para suscitar reações ciumentas nos participantes (quantos?) de ambos os sexos, aos quais mediu depois os parâmetros fisiológicos desencadeados pelas cenas de traição conjugal. Concluiu que, por norma, apesar de haver sentimentos de possessão dos dois lados e de apenas variar a proporção relativa de cada tipo de ciúme neles e nelas, os homens são mais motivados a manterem a relação por competição, impulsionados pela agressividade, e as mulheres sofrem essencialmente de ciúme emocional (sentem mais a dor e a tristeza). A investigadora aponta ainda que na base do ciúme, independentemente das diferenças culturais ou do livre-arbítrio de cada um, está a vontade de impedir que o parceiro que nos «pertence» possa ser perdido para outra pessoa.

Catarina Lucas, psicóloga clínica e autora de um estudo que indica serem os sujeitos que manifestam ciúme moderado a evidenciar maiores níveis de satisfação sexual, confirma esta linha de investigação que sugere que os homens desenvolveram o ciúme como resposta à infidelidade sexual, enquanto as mulheres são mais sensíveis à infidelidade emocional. «No caso dos homens, a suspeita da infidelidade sexual é aquilo que mais afeta a sua autoestima, gerando maiores níveis de ciúme e raiva. De uma perspetiva histórica, preocupados com a possibilidade de traição sexual da parceira, os homens tendem a adotar uma postura ciumenta quando a sua condição de progenitor dominante foi abalada», explica a psicóloga.

Para a especialista, os fatores que podem estar na origem do ciúme passam pela baixa autoestima, raiva, desconfiança, tristeza, incerteza relacional, interferências de terceiros, perceções de intimidade com outros, caraterísticas de personalidade, o tipo de relação que se criou e comportamentos de investigação (revistar bolsos, gavetas e extratos de contas, invadir os registos do telemóvel do parceiro, ligar-lhe inesperadamente para saber onde está e com quem, espiar e-mails, conversas nas redes sociais e cheiros suspeitos na roupa). Refere-se, assegura ainda, ao medo do abandono, da rejeição, da traição, de deixar de ser amado e da perda de exclusividade na vida do outro.

«Alguns autores indicam que o ciúme advém da sua utilidade para o ser humano, uma vez que mantém a relação», diz Catarina Lucas. «Outros relatam que surge devido a questões culturais. O facto de ser do conhecimento geral que muita gente trai e considera isto normal, gera ansiedade face ao próprio relacionamento.» E por isso a psicóloga avança a teoria de que «quando o ciúme aumenta, a satisfação sexual diminui, já que a obsessão e os pensamentos irrealistas se tornam de tal forma intensos que se apoderam da relação, destruindo-a». O mesmo sentimento, desde que em níveis moderados, estaria associado ao bom desempenho sexual dos parceiros e à manutenção do relacionamento amoroso.

Desde tempos bíblicos que o ciúme inquieta homens e mulheres, muitas vezes num grau perverso que os incita a destruir o amor, a confiança, casamentos de anos. Na mitologia grega, a deusa Hera perseguia, torturava e matava as amantes de Zeus que conseguia apanhar, dando igual tratamento aos filhos bastardos do marido: mais do que imaginá-lo com outras mulheres, consumia-a a ideia de pensar que o deus poderia vir a gostar mais delas do que de si. Na peça Otelo, de William Shakespeare, o protagonista é convencido por Iago de que a esposa, Desdémona, estaria envolvida com Cássio, razão por que a asfixia no quarto, louco de ciúmes, antes de descobrir que ela era inocente das acusações de traição. No seu Ensaio sobre o Ciúme, o escritor russo Lev Tolstoi faz a personagem de Podzdnischeff matar a mulher por ciúmes de um violinista com quem a imagina a ter relações: «Mas o que é que eu estou a fazer aqui sentado no escritório enquanto eles se estão a divertir e a comer?… Oh, mas porque não a estrangulei da outra vez?»

«Embora a situação tenha mudado nos últimos tempos, na maioria dos casos a mulher desempenhou um papel secundário na relação conjugal, dependendo do marido para a manutenção económica da família. Assim, uma traição sexual, desde que não comprometesse o establishment familiar, era tolerada, embora emocionalmente deixasse marcas profundas na vaidade e na autoestima feminina.» As palavras são de Eduardo Ferreira-Santos, psicoterapeuta e autor dos livros Ciúme – O Medo do Amor e Ciúme – O Lado Amargo do Amor. «Já para o homem, o machismo que carateriza as nossas culturas torna inadmissível a traição feminina, na medida em que ele vê a sua companheira como propriedade exclusiva, além de temer uma possível comparação de desempenho, tão comum na vaidade masculina.»

Foi mais ou menos isso que aconteceu com Pedro e Inês (nomes fictícios). No dia em que Pedro recebeu novo telefonema da ex-namorada às quatro da manhã (por pena, ele nunca lhe disse para parar com aquele comportamento), Inês levantou-se da cama do namorado e terminou a relação, após quase dois anos a apagar a sua própria personalidade vivaz para não sublimar os sentimentos de inferioridade dele. «Morria de ciúmes dos meus ex-namorados e de saber que não tinha sido o primeiro na minha vida», diz Inês. «Mas depois era incapaz de dizer à outra que parasse de interferir na nossa relação, sabendo que isso me magoava profundamente.» Hoje, com 34 anos, Inês continua a considerar aquele namoro o mais doloroso de sempre, apesar de já ter terminado há oito anos. «Passava horas a atormentar-me se um estranho cruzava o olhar comigo no metro, se eu comentava o charme de um ator, se um amigo me ligava – algo que, no final, já nem acontecia, porque me isolei do meu círculo só para ele não me punir com horas de silêncio, quando era suposto estarmos a divertir-nos juntos.» Em pouco tempo a gestora perdeu o pé. Definhou. «Percebi que tinha de acabar tudo, por mais que adiasse e doesse aos dois. Era uma questão de escolher entre ele e eu. E escolhi-me a mim.»

Segundo Lídia Craveiro, psicoterapeuta familiarizada com a temática do ciúme, todas as relações necessitam de um grau de segurança que satisfaça as necessidades da pessoa. «Isso começa logo desde o útero e na infância», diz a psicóloga clínica, com base no trabalho que desenvolve em torno da dinâmica familiar e das relações. «É suposto a relação com a mãe e o pai ser segura. Se não o for, ficam criadas as condições para que exista desconfiança e se reviva essa insegurança na vida adulta, pelo que é provável que a pessoa se torne ciumenta, com medo de perder o amado», explica, acrescentando que o ciúme se torna patológico «quando inflige dor ao outro membro do casal ou se torna insuportável para si mesmo viver dessa forma».

Para viver com Bruno e integrar-se na vida a dois depois do nascimento da filha de ambos, Alexandra Simão levou para casa um medo destrutivo de perder o companheiro. Passou de namorada ciumenta, mas controlada, a esposa paranoica com as horas de chegada a casa, os cheiros, as amigas dele, os sinais de mensagem no telemóvel. «Tenho um medo horrível de que outra o assedie e ele se apaixone por ela», confessa a jovem de 29 anos, dividida entre a certeza de que Bruno está com ela por inteiro e o receio de perdê-lo. «Já falámos e a resposta é sempre igual: que está comigo porque me ama e adora a nossa vida.» Não lhe sobra muito tempo para descontrair entre o trabalho como socorrista, a rotina doméstica e o papel de mãe. Ainda assim, todos os dias encontra forças para preencher a cabeça com conjeturas que a fazem sofrer. «Vivo num sufoco que me consome, estou sempre a chateá-lo com perguntas. Imagino histórias ao ponto de pensar que podem ser verdadeiras. E tento explicar-lhe que isto só acontece por gostar tanto dele, mas às vezes passo todos os limites, o que ainda me dá mais medo.»

À ideia de que o ciúme serve como tempero do amor, Lídia Craveiro insurge-se. E apelida-o de doença: «Não há ciúmes normais, ainda que sejam frequentes e pouco intensos, e nunca são positivos para a relação, uma vez que por detrás se escondem sentimentos de fragilidade narcísica e de posse pelo outro.» Eduardo Ferreira-Santos concorda com esta visão do ciúme como um sentimento mau, «sempre acompanhado de angústia, raiva e instabilidade emocional», que pode levar a frequentes desavenças entre os parceiros e até, em casos extremos, a agressões físicas e morte. «É importante sabermos que ninguém é de ninguém e que, na verdade, estamos sujeitos a inúmeros acontecimentos, o que não nos garante o controlo absoluto de tudo.»

COMO CONVIVER COM O CIÚME
» Dialogue franca e abertamente com o parceiro, analisando os momentos em que sente confiança ou desconfiança, e quais os motivos que podem estar na origem de tais situações. Esta expressão de sentimentos nunca deve ser feita através da agressividade verbal, mas sim de um estilo de comunicação assertivo, expondo os próprios pontos de vista sem ferir a suscetibilidade e os sentimentos do outro.

» Reconheça o problema: se o ciúme já antes lhe prejudicou relacionamentos, considere a possibilidade de recorrer a uma terapia individual (a realizar com o ciumento) ou de casal.

» Caso a discussão tenha por base o ciúme patológico, a pessoa deve estar consciente de que uma relação amorosa não pode, de modo algum, tolerar a autoanulação ou qualquer espécie de agressão, seja verbal, física ou emocional.

» Mantenha o respeito por si mesmo e pelo parceiro: em vez de fazer uma cena de ciúmes diante dos amigos, respire fundo e guarde a conversa para mais tarde.

» Procure não inventar histórias: impedir que a mente crie situações que não existem pode evitar muito sofrimento desnecessário.

» Faça concessões para resgatar a confiança do parceiro, mas sem se perder em armadilhas e proibições por ele impostas.

Noticia retirada daqui

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Porque é que as mulheres são infiéis?


A culpa é, obviamente, dos homens. Pelo menos, essa é a conclusão do primeiro inquérito do género feito a mulheres inscritas no Secondlove, um portal para quem procura relações extraconjugais.

“Flertar não é só para solteiros.” Se o slogan do Secondlove deixasse margem para dúvidas, o número de inscritos na plataforma de encontros amorosos para pessoas que estão numa relação estável dissipavam-nas: há mais de 160 mil pessoas casadas à procura de uma aventura extraconjugal em Portugal. As mulheres representam 25% destes utilizadores e situam--se numa média de idades entre os 35 e os 55 anos. Mas como se comportam as mulheres perante a infidelidade?

O primeiro inquérito nacional a mulheres inscritas no portal revelou que uma das maiores “queixas” se prende com o facto de os maridos terem desistido delas de um ponto de vista erótico. A mulher procura o Secondlove para se sentir mais bonita: “Inscrevem-se porque os maridos não lhes dão atenção. Esquecem-se de lhes dizer que são bonitas e as mulheres deixam de se sentir mulheres. E com isso quebra-se o elo da sedução e o encanto”, explica ao i Anabela Santos, gestora da plataforma em Portugal. Deste modo, explica, a mulher inscreve-se no site para encontrar quem lhe diga um bom dia com alegria. “Alguém que lhe levante a auto-estima e a moral.”

Segundo os resultados do estudo, mais de metade das inquiridas consideram que o actual companheiro ou marido não estimula a sua sexualidade. Além disso, quase 80% pensam que o homem é egoísta na cama. Mas, para a sexóloga Vânia Beliz, esta ideia de que o sexo masculino só pensa na sua satisfação é uma concepção atribuída, na maioria dos casos, às mulheres mais velhas: “Tenho cada vez mais a ideia de que os homens tentam perceber o sexo feminino e estão mais curiosos em saber o que lhe dá prazer e satisfação”, confidencia.

A procura feminina por portais como o Secondlove justifica-se, de acordo com a sexóloga, pela insatisfação com a relação, mas também “pela rotina e pela monotonia”. A ausência de comunicação no casal pode também ser uma das “culpadas”: “As mulheres são ávidas de criar fantasmas. Muitas das vezes não discutimos as coisas, ou elas são de uma forma e nós idealizamos que são de outra.”

Para Anabela Santos, os resultados deste estudo mostram que os homens se “esquecem frequentemente de estimular as mulheres e, para elas, é preciso haver sedução antes de se passar à parte sexual”. A responsável pelo Secondlove em Portugal afirma ainda que este inquérito deve também servir para os homens portugueses se reposicionarem em relação ao amor: “As mulheres gostam de se sentir desejadas, de ir jantar, beber um copo de vinho e falar sobre como correu o dia. O sexo masculino não faz isso.”

Mais passivas Mais de 70% dos inscritos no site Secondlove são do sexo masculino. A pequena percentagem de mulheres explica-se, na opinião de Anabela Santos, pelo “preconceito que existe e com a educação que recebem”. A taxa de mulheres, que varia consoante o país, sobe quase 20% na Argentina: “Isto está muito relacionado com a educação. Ainda há tabus para as mulheres portuguesas: elas têm um bocado de receio e de vergonha, e são também moldadas pela maneira de pensar da sociedade.” Vânia Beliz acrescenta que muitas mulheres, em vez de procurarem um parceiro para depois terem um compromisso, “podem ter mais facilidade em procurar satisfação através destes sites porque pressupõem que as pessoas que o frequentam estão na mesma onda.”

E os homens estão claramente mais à vontade para abordar estas questões: “Eles assumem e fazem. Elas pensam muito mais antes de se inscreverem no site”, conta Anabela Santos, acrescentando que “em Portugal, as mulheres são muito menos activas e não se expõem no chat. Esperam que seja o homem a mandar uma mensagem.” A verdade é que as mulheres se envolvem mais facilmente e, ao contrário do sexo oposto, procuram mais do que sexo e prazer: “Querem atenção, valorização, melhorar a auto-estima e até sentirem-se vivas. As mulheres que têm relações já há muito tempo, às vezes, nem sequer chegam a concretizar, mas gostam da sensação de saber que há alguém que as acha interessantes”, explica Vânia Beliz.

Além destes indicadores, o sexo feminino parece saber melhor o que procura quando se inscreve no site: “Quando alguém faz um registo, pedimos para escrever uma descrição. As mulheres fazem-no exemplarmente bem: dizem o que querem e do que gostam. Nos homens, já não é tanto assim.”

Para elas, encontrar um amante online é uma actividade “pontual”, uma vez que “procuram um homem para se sentirem desejadas”, mas também porque, mais uma vez, sentem o peso do preconceito. A sexóloga Vânia Beliz refere que uma mulher que tem uma relação extraconjugal raramente partilha esse facto com alguém porque “existe mais preconceito para a mulher ter outros parceiros do que para o homem”. Em relação à infidelidade, também a associamos mais ao sexo masculino, “apesar de alguns estudos até referirem que as mulheres são tão infiéis quanto os homens”, remata.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Quatro coisas que estragam os momentos debaixo dos lençóis


Um dos problemas mais comuns e temidos entre o sexo masculino é a disfunção erétil. Apesar de ser mais comum entre pessoas de idade avançada, pode surgir precocemente devido a certas questões quotidianas.

Mesmo que não cheguem a provocar disfunção erétil, o espanhol El Confidencial reuniu alguns hábitos negativos que podem prejudicar os momentos debaixo dos lençóis.

Excesso de peso. Fazer uma má alimentação e não praticar desporto são os principais culpados de muitos problemas relacionados com a sexualidade. Calcula-se que 79% dos homens com disfunção erétil têm excesso de peso. Emagrecer e ficar em forma pode diminuir os sintomas de disfunção erétil, sugere o El Confidencial.

Ansiedade. Os problemas de ansiedade são cada vez mais comuns na sociedade atual. A ansiedade pode afetar a vida sexual de homens e mulheres. No caso dos homens pode provocar problemas como ejaculação precoce ou disfunção erétil. Estes efeitos podem ter que ver com a mudança da própria líbido que diminui devido aos sentimentos de angústia e preocupação.

Abuso de bebidas alcoólicas. Vários estudos comprovam que beber álcool em excesso aumento mito o risco de vir a sofrer de problemas sexuais.


Consumo de soja. Como indica o Yahoo Health, a soja contém diversos componentes que podem prejudicar a líbido masculina. Quando consumida em excesso pode diminuir os níveis de testosterona no sangue, hormona que influencia muito o comportamento sexual dos homens.

Há hábitos e problemas quotidianos que podem estar a prejudicar as relações de intimidade dos casais.